Como gerenciar finanças do MEI? Aprenda o passo a passo

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Você é um microempreendedor individual? Aprenda o passo a passo para gerenciar suas finanças. 

Você trabalha como microempreendedor? Sabe como gerenciar finanças do MEI?

Neste artigo falaremos sobre o programa criado em 2008 a fim de formalizar o trabalho de profissionais autônomos e de microempresários.

No Brasil, muitos empreendedores iniciantes se cadastram no programa como microempreendedores.

A opção, prevista para negócios menores, oferece condições mais vantajosas, sobretudo quanto à carga de impostos.

Segundo dados do Portal do Empreendedor do governo federal, nos quatro primeiros meses de 2020, o país registrou mais de 580 mil novos microempreendedores individuais (MEIs). Com a cifra, ultrapassamos a marca de 10 milhões.

Dentre esses milhões, muitas pessoas trouxeram, nos últimos anos, ideias inovadoras para o mercado, mostrando assim que nem sempre é necessário um investimento muito alto para conseguir um espaço por onde ingressar.

No entanto, cabe destacar que o programa só permite a inscrição de empresas com faturamento de até R$81 mil por ano e que tenham no máximo um funcionário.

E é precisamente quando tocamos nos valores que alguns microempreendedores começam a ter algumas dores de cabeça.

De fato, algumas pessoas fazem parte do programa, mas não sabem bem como gerenciar as finanças do MEI.

A gestão financeira está para uma empresa assim como um leme está para um navio. Sem direção, uma embarcação naufraga e uma empresa vai à falência.

Por isso, atenção a algumas práticas de administração financeira para garantir a saúde financeira do seu microempreendimento.

gerenciar finanças do MEI?

Linhas de atuação para gerenciar as finanças do MEI

1.   Clareza e separação das finanças

Um dos maiores riscos que o micro e o pequeno empresário enfrentam é misturar as contas pessoais com as da empresa.

Uma das confusões mais comuns é quando os números da empresa aparecem em déficit, quando, na verdade, os gastos altos são pessoais e não do negócio.

Trate de gerenciar as entradas do negócio como algo diferente do que deve ser o seu ingresso mensal.

Muitas vezes, o microempreendedor considera como uma entrada pessoal o dinheiro que ingressa no caixa do negócio.

A médio e longo prazo isso poderá representar um déficit econômico. A contabilidade online é uma ajuda e tanto também para os MEIs.

Por isso, tenha clareza e separe as finanças pessoais daquelas relacionadas à pessoa jurídica do seu negócio.

Caso contrário, é possível que você perca o controle.

Uma solução é que o MEI defina para si um salário mensal: uma quantia a ser retirada mensalmente.

 No entanto, além de separar as contas, pode ser necessário reduzir despesas. Visite nosso artigo sobre isso.

2.   Criação de uma conta bancária jurídica

O segundo lineamento de como gerenciar finanças do MEI passa pela abertura de uma conta jurídica.

Se bem é certo que ter uma conta jurídica não é um pressuposto para o microempreendedor individual, apostar pela abertura de uma conta para o seu negócio ajuda a profissionalizar o empreendimento e a administrar as finanças.

Além disso, com uma conta jurídica é mais fácil ter acesso a produtos do sistema financeiro destinados às micro e pequenas empresas.

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3.   Planeje e acompanhe

É importante que o microempreendedor saiba projetar o fluxo de caixa, considerando as entradas e saídas.

O ideal é que essa planificação seja feita antes mesmo de começar um negócio.

Para saber se uma ideia de negócio é viável, o primeiro passo a ser considerado é o investimento tanto econômico como de energia humana e de tempo que se está disposto a fazer.

Logo, é preciso estimar um cálculo da lucratividade, que indica quanto um negócio ganha em relação ao valor total recebido, e da rentabilidade, considerando o investimento inicial e a capacidade de retorno para o negócio.

Se o planejamento indica que vale a pena investir, o passo seguinte é acompanhar de perto os números do empreendimento.

Caso não saiba fazer isso por conta própria, contrate profissionais para cuidar dos números.

No entanto, nunca deixe sua empresa em mãos de terceiros. Tenha consciência do gerenciamento do seu micronegócio.

Lembre-se de que o acompanhamento deve ser exigente. Os números apontados devem ser diários. É preciso saber todas as movimentações do caixa!

Por outro lado, considere a possibilidade de manter uma reserva de emergência – mesmo que seja pequena.

Essa reserva permite a um microempreendedor enfrentar uma emergência sem ter que recorrer a um empréstimo com juros muito altos.

Conclusão

Começamos deixando-nos conduzir por uma pergunta fundamental: Como gerenciar finanças do MEI?

Em poucas palavras, podemos dizer que a gestão de finanças é imprescindível para os bons resultados de um negócio.

O gerenciamento deve ser algo contínuo, e que acompanha os momentos de altas e baixas do microempreendedor.

O primeiro elemento a ser considerado é a separação, com clareza, da conta pessoal do empreendedor daquilo que é próprio das finanças do negócio.

Para evitar sangrias muito grandes no negócio, o melhor mesmo é que o microempresário defina um salário mensal para si, e evite, ao máximo, fazer retiradas além dessa para o caixa pessoal. 

Não esqueça ainda de considerar a necessidade de reduzir custos do seu negócio.

Por outro lado, a criação de uma conta jurídica serve como ferramenta para aumentar o profissionalismo de um pequeno negócio.

Além disso, a existência de uma conta dessas permite que o microempresário obtenha melhores produtos financeiros com as instituições bancárias.

Outro aspecto a ser considerado diz respeito ao planejamento e ao acompanhamento de um negócio, o que permite entrever a entrada a crises, e ajuda a considerar – antes mesmo de começar – quais as dificuldades e pontos frágeis de um empreendimento.

Por último, participe dos congressos e fóruns para investidores para aprender com as experiências de outros empresários..

Nesse sentido, confira em nosso blog as perspectivas para a economia carioca neste ano.

Saulo Da Rós

Saulo Da Rós

Saulo Da Rós é Autor do Método O Empreendedor Smart, CEO e Founder do Coworking SMART. Pós-graduado em Planejamento e Gestão pela Universidade Federal do Paraná – UFPR e Master Coach FEBRACIS. Criador do Método Empresa Smart, ensina um passo a passo detalhado e comprovado para reduzir os custos e a burocracia dos negócios de seus clientes.
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